sábado, 9 de novembro de 2013

Reflexão: os direitos dos animais e a lógica ativista.

Primeiro pensei em postar a reflexão a seguir no Facebook. Depois decidi que não. Não vejo aquele ambiente como local adequado para a discussão, quem estiver interessado em conversar sobre o assunto virá até aqui. Assim, espero livrar a discussão de simples oportunistas.

A reflexão que faço é muito mais um questionamento. Observei toda a discussão sobre experimentação animal, o extremo alcançado pelos ativistas ao invadirem o Instituto Royal, li um bocado sobre o seus argumentos e durante essas leituras mantive-me inquieto com as perguntas que apresento a seguir:

De acordo com a lógica ativista animal qualquer tipo de exploração animal é cruel. Seja a exploração para alimento, ou a exploração para experimentação. 

Mas como fica a exploração de um animal de estimação?

Possuir um animal não seria uma forma de explorar o mesmo? 

Confinar esse organismo em um ambiente predeterminado, restringir sua dieta alimentar, negociar carinho e atenção, determinar o ambiente onde unira ou defeca, privá-lo de reprodução, por exemplo, não configuram exploração animal?

Não espero respostas do tipo comparativas. É claro que as pessoas que têm um animal de estimação o tratam com carinho, se não, o termo não seria "estimação", seria outro qualquer. É claro que a experimentação animal, o uso de animais para alimentação são completamente diferentes do relacionamento criado pela cria de um animal de estimação.

Mas... até que ponto possuir um animal não configura uma exploração?


Não sei se me fiz entender... enfim, pensemos no assunto.

Um comentário:

  1. Partilho aqui o link para um post sobre este caso, num blog em português (do outro lado do Atlântico) de autores com uma ligação profissional ao mundo animal.

    Animalogos

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